Você está criando uma VPS e abre o menu suspenso de sistema operacional.

Ubuntu 26.04 LTS…

Ubuntu 24.04 LTS…

Ubuntu 22.04 LTS…

Talvez uma versão intermediária 25.10, se você estiver se sentindo aventureiro. (Não está.)

Isso realmente importa?

Claro, existem algumas diferenças entre as opções.

Mas, na real, o objetivo de escolher uma versão do Ubuntu é facilitar sua vida quando você procura documentação ou tutoriais, e não tentar otimizar um benchmark.

Você não quer passar os próximos dois anos conferindo três vezes cada fonte para saber se ela realmente diz quais recursos do kernel você pode usar com segurança, quando vai precisar planejar uma atualização de versão ou com quais runtimes de linguagem você vai brigar no terceiro dia.

Na maioria dos casos, a melhor opção fica óbvia quando você sabe entre o que está escolhendo de verdade. Aqui, mostramos exatamente isso: qual versão escolher, por que o Ubuntu domina a hospedagem VPS e quando outra distro é, de fato, a escolha mais inteligente.

Quando escolher o Ubuntu 24.04 para um novo VPS?

Em 2026, use o Ubuntu 24.04 LTS como padrão em qualquer nova VPS, a menos que você tenha um motivo específico para ficar no 22.04. As vantagens do 24.04 são sólidas o bastante para que “vou usar o que já conheço” deixe de ser um argumento real.

Três motivos para escolher o 24.04 (Noble Numbat):

  1. Dois anos a mais de suporte de segurança padrão. O Ubuntu 24.04 LTS recebe manutenção de segurança padrão até maio de 2029 e Extended Security Maintenance (ESM) até maio de 2034. O suporte padrão do Ubuntu 22.04 LTS termina em maio de 2027, e o ESM, em maio de 2032. Começar do zero no 22.04 hoje garante uma atualização de versão daqui a uns 9 meses que você poderia ter evitado.
  2. Kernel 6.8 vs. 5.15. O Ubuntu 24.04 vem com o Linux 6.8, que suporta a recuperação de páginas Multi-Gen LRU (útil em uma VPS de 2 GB ou 4 GB, onde a pressão de memória é o ponto de falha mais realista, embora a Canonical tenha passado a desativá-la por padrão no kernel 6.8, então verifique sua máquina antes de contar com ela). O ganho garantido é o melhor desempenho do io_uring, perceptível principalmente em bancos de dados.
  3. Um conjunto de ferramentas padrão atualizado. O Ubuntu 24.04 vem com Python 3.12, PHP 8.3, PostgreSQL 16, OpenSSL 3.0 e systemd 255. O 22.04 ainda traz Python 3.10 e PHP 8.1 por padrão. Ambos funcionam. A base mais antiga só significa mais PPAs e repositórios de terceiros nos seus scripts de instalação, e uma chance maior de um tutorial escrito este ano ignorar você completamente.

Três motivos para ficar no 22.04 por enquanto:

  1. Uma dependência crítica ainda não foi portada para o Python 3.12 ou o PHP 8.3. A maioria das bibliotecas populares se atualizou em até 12 meses após o lançamento. Algumas de nicho, não. Se a sua stack depende de uma delas, o 22.04 dá tempo sem perder a cobertura de segurança.
  2. Você está em um congelamento rígido de mudanças. Auditorias de conformidade, a janela de go-live de um cliente corporativo, um trimestre de pico de tráfego: o suporte padrão do 22.04 vai até maio de 2027. É prazo suficiente para atravessar quase qualquer congelamento.
  3. Você vai pular direto para o 26.04 LTS com uma reconstrução do zero. O Ubuntu 26.04 LTS foi lançado em abril de 2026, e as atualizações diretas no servidor a partir do 22.04 passam primeiro pelo 24.04, então um salto direto exige uma instalação paralela e uma virada. Se você já está no 22.04, um projeto de migração é melhor do que dois espalhados entre 2026 e 2028. Mas isso só funciona se o seu prazo final for o limite de maio de 2027.

Equipes costumam passar três dias depurando uma dependência que só funciona no Python 3.10, descoberta depois da atualização. O instinto de “atualizar tudo de uma vez” acerta 80% das vezes e sai caro nos outros 20%. Essas três exceções existem justamente para dar a você permissão de estar nos 20% de propósito.

E o 26.04 LTS para uma máquina novinha? Pergunta justa. O Ubuntu 26.04 LTS (Resolute Raccoon) foi lançado em abril de 2026, com suporte de segurança padrão até maio de 2031 e ESM até maio de 2036, segundo o ciclo de lançamentos da Canonical. Se você gosta de sair na frente, ele funciona. Mas a maioria das equipes espera a primeira atualização pontual de uma nova LTS antes de confiar nela em produção, e os repositórios de terceiros e os tutoriais ainda estão terminando de se adaptar ao 26.04. Para uma nova VPS em 2026, o 24.04 é o meio-termo sem surpresas: atual o bastante para evitar uma atualização, maduro o bastante para que repositórios e tutoriais já tenham concluído a adaptação.

Ubuntu 22.04 vs. 24.04: o que muda por dentro?

As maiores diferenças práticas entre as versões 22.04 e 24.04 são o kernel (5.15 vs. 6.8), o Python padrão (3.10 vs. 3.12) e o conjunto de ferramentas do PHP (8.1 vs. 8.3), além de dois anos extras de suporte de segurança padrão.

Todo o resto é consequência dessas mudanças.

22.04 LTS (Jammy)24.04 LTS (Noble)O que muda
CodinomeJammy JellyfishNoble NumbatSó o nome
Data de lançamentoAbril de 2022Abril de 2024Ciclo LTS de dois anos
Fim do suporte padrãoMaio de 2027Maio de 2029+2 anos no 24.04
Fim do ESMMaio de 2032Maio de 2034+2 anos no 24.04; Ubuntu Pro gratuito para uso pessoal em até 5 máquinas
Kernel Linux5.15 (HWE 6.8 disponível)6.8Suporte a MGLRU; io_uring melhorado
Python (padrão)3.103.12distutils removido; interpretador mais rápido
PHP8.18.3Constantes de classe tipadas (8.3); classes readonly chegaram no 8.2
Node.js (apt)12 por padrão (NodeSource para 18+)18 por padrão (NodeSource para 22/24)Runtime padrão mais recente disponível de fábrica
PostgreSQL1416Melhorias na replicação lógica
OpenSSL3.03.0Mesma versão principal
systemd249255Melhor gerenciamento de OOM, cgroup v2 mais maduro
Formato das fontes do apt/etc/apt/sources.listdeb822 (/etc/apt/sources.list.d/ubuntu.sources)Repositórios personalizados precisam ser adaptados na atualização

Pensando no 26.04 LTS? As datas, segundo o ciclo de lançamentos da Canonical: lançado em abril de 2026, suporte de segurança padrão até maio de 2031, ESM até maio de 2036.

No papel, duas dessas linhas importam.

Na prática, quatro delas realmente mudam algo no seu script de deploy.

O salto de kernel compensa no dia em que uma máquina de 4 GB sofrer pressão de memória.

Os saltos de Python e PHP são os que doem durante uma atualização de versão, porque padrões obsoletos finalmente deixam de funcionar.

A mudança no formato das fontes do apt pega quase todo mundo na primeira vez. Um /etc/apt/sources.list funcional no 22.04 vira /etc/apt/sources.list.d/ubuntu.sources no 24.04. Qualquer arquivo de repositório personalizado precisa de um ajuste para seguir o novo formato deb822.

Por que o Ubuntu domina a hospedagem VPS?

O Ubuntu vence na maioria das cargas de trabalho de VPS porque a maioria dos projetos auto-hospedados o documenta primeiro. A popularidade se retroalimenta: os tutoriais o adotam como padrão, assim como os scripts de instalação e as imagens de nuvem.

Os tutoriais de Ubuntu dominam graças à disponibilidade na nuvem, aos repositórios de scripts e à preferência dos desenvolvedores

Essa é uma vantagem real no dia a dia das operações quando algo quebra às 23h.

A maior base de pacotes deb/apt do Linux

Quando um projeto auto-hospedado publica um script de instalação, ele quase sempre pressupõe o Ubuntu. O repositório de distribuições da NodeSource traz instruções para Ubuntu como caminho principal. O repositório apt oficial do PostgreSQL é só para Ubuntu/Debian. E o Docker oferece um repositório apt oficial para Ubuntu, com instruções de instalação que a maioria dos tutoriais segue ao pé da letra.

A maioria dos tutoriais e das respostas do Stack Overflow usa o Ubuntu como padrão

O Ubuntu é a distribuição Linux mais usada do mundo pelo terceiro ano seguido, segundo o relatório OpenLogic 2025 State of Open Source. Os autores de tutoriais escrevem para o maior público, então os guias e as respostas do Stack Overflow são escritos primeiro para o Ubuntu.

Resumindo: quando algo quebra no meio da madrugada, a resposta que você encontrar vai ser pensada para o Ubuntu. Pergunte a um assistente de IA e o resultado é o mesmo: treinado nesse acervo dominado pelo Ubuntu, ele devolve comandos apt e caminhos de arquivo do Ubuntu por padrão.

Imagem de nuvem de primeira linha em todos os grandes provedores

AWS, GCP, Azure, DigitalOcean, Hetzner, Linode/Akamai e Vultr oferecem o Ubuntu Server como opção principal de imagem Linux na tela de provisionamento. A biblioteca de apps da DreamHost lista o Ubuntu 26.04 LTS e o 24.04 LTS entre as imagens base.

(Tradução: você não precisa brigar com o menu suspenso.)

Pacotes Snap pré-instalados

O Snap vem pré-instalado no Ubuntu Server, então apps auto-hospedados com pacotes snap são instalados com uma única linha. Se você tem opiniões fortes sobre a atualização automática do snap, não está sozinho, mas ele está lá quando você precisa, algo único entre as distros de servidor.

Quando não escolher o Ubuntu para o seu VPS?

Comparação de distribuições mostrando o Ubuntu para apps web e Docker, e o AlmaLinux para cPanel e conformidade

O Ubuntu é o padrão certo para a maioria das cargas de trabalho de VPS, mas três cenários apontam para outra distro.

  1. Hospedagem com cPanel ou WHM. O cPanel originalmente rodava só na família RHEL e, embora agora também suporte o Ubuntu LTS, migrar de um host CentOS gerenciado ainda é mais simples para o AlmaLinux 9. Mesmas ferramentas RPM, mesma memória muscular do operador, nenhum custo surpresa de adaptação a outro gerenciador de pacotes. Se você está tirando um fluxo de revenda de hospedagem de uma máquina CentOS legada e quer manter o cPanel, o AlmaLinux 9 é o destino natural.
  2. Conformidade rigorosa ou exigência exclusiva de FIPS. Alguns ambientes regulados (FedRAMP, DoD, back-office financeiro) padronizam na família RHEL por causa dos módulos criptográficos validados pelo FIPS. O AlmaLinux OS 9.2 traz módulos criptográficos validados pelo FIPS 140-3. O complemento FIPS do Ubuntu Pro cobre a maior parte da diferença, mas, se o responsável pela conformidade quiser a linhagem da família RHEL, o AlmaLinux torna a conversa mais simples.
  3. Uma máquina com pouca RAM rodando um único processo. O Debian 13 (Trixie) é mais enxuto que o Ubuntu de fábrica (sem snapd, menos coisas instaladas por padrão). Em uma máquina com recursos apertados, onde cada 200 MB conta, vale a pena aproveitar essa pegada padrão menor. O Debian 13 tem bom suporte em qualquer VPS e, como o Stack 4 (4 GB) de entrada da DreamHost vem com uma imagem Debian 13 pronta para uso, há folga se a pegada for a prioridade.

Resumindo: o AlmaLinux atende ao pessoal do cPanel e da conformidade, e o Debian atende às cargas de trabalho com recursos limitados e às estáveis e sem graça. O Ubuntu atende a todo o resto.

Em quais cargas de trabalho o Ubuntu se sai melhor em um VPS?

O Ubuntu se encaixa em quase todas as cargas de trabalho comuns de VPS. Nestas quatro, a vantagem em documentação e empacotamento é mais óbvia: o caminho de instalação é o mesmo que a documentação do próprio projeto usa.

Carga de trabalhoPor que o Ubuntu é indicadoConfiguração base recomendada
Apps web em Node.js / Python / PHPOs repositórios NodeSource e deadsnakes e os repositórios PHP de Ondřej Surý usam caminhos de instalação do Ubuntu como padrão4 GB
Docker e hosts de contêineresO repositório apt oficial do Docker prioriza o Ubuntu; os padrões do cloud-init são bem documentados; scripts de instalação de uma linha pressupõem o Ubuntu4 GB
Alternativas auto-hospedadas a SaaS (Nextcloud, n8n, Ghost, Supabase, GitLab CE)Todo app oferece primeiro uma imagem Docker para Ubuntu ou um script de instalação compatível com debDe 4 GB a 16 GB, conforme o app
Postgres ou MySQL na mesma máquinaO repositório apt oficial do PostgreSQL é só para Ubuntu/Debian; o MySQL oferece pacotes deb de primeira linha4 GB como base, 8 GB para conjuntos de dados maiores

Para a maioria dessas cargas de trabalho em produção, o Stack 8 (8 GB de RAM) da DreamHost é o plano a escolher. O Stack 4 (4 GB) é o ponto de partida para um app leve, mas o tráfego, o tamanho dos dados e os ajustes definem o limite real. Suba para 8 GB se você roda stacks com muito armazenamento ou vários serviços.

É na escolha do sistema operacional que o Ubuntu sai na frente. Tudo abaixo dessa camada é praticamente intercambiável.

Como configurar o Ubuntu em um VPS na prática?

Crie a máquina com a imagem do Ubuntu, faça login via SSH, crie um usuário não root, configure o UFW e ative o unattended-upgrades. Em 15 minutos, você já tem uma máquina com uma base pronta para produção. Tudo o que vem depois depende do app que você estiver instalando.

  1. Escolha o 24.04 LTS no provisionamento. Quase todo provedor oferece o Ubuntu 24.04 LTS como imagem de um clique. Na VPS Ubuntu da DreamHost, escolha o Ubuntu 24.04 LTS (o 26.04 LTS também está disponível); o Stack 8 é o plano para produção.
  2. Faça login via SSH com sua chave, não com senha. As imagens de nuvem usam o cloud-init para inserir a chave SSH que você enviou no provisionamento. O primeiro login é ssh root@<your-ip> ou ssh ubuntu@<your-ip>, dependendo do provedor.
  3. Crie um usuário não root e bloqueie a autenticação por senha no SSH. Execute adduser deploy e depois usermod -aG sudo deploy. Copie a chave SSH para esse usuário e defina PasswordAuthentication no em /etc/ssh/sshd_config. Recarregue o sshd. Teste a nova conexão SSH em um segundo terminal antes de fechar a sessão root. (Todo sysadmin já se trancou do lado de fora pelo menos uma vez.)
  4. Ative o firewall. Execute ufw allow OpenSSH e depois ufw enable. Abra as portas da aplicação conforme for precisando (ufw allow 443/tcp para HTTPS, e assim por diante). O UFW (Uncomplicated Firewall) é a interface amigável para o iptables que já vem com o Ubuntu por padrão.
  5. Ative as atualizações de segurança automáticas. Execute apt install unattended-upgrades. O Ubuntu vai aplicar os patches de segurança automaticamente em segundo plano. É o maior ganho de proteção do tipo configure e esqueça, mas é justamente o que a maioria dos guias de instalação ignora por não ser chamativo.

Para o procedimento completo, com verificações de saída e casos específicos, o Ubuntu Server Guide é a referência oficial.

Como planejar a migração do 22.04 para o 24.04?

Você tem até maio de 2027 antes que o Ubuntu 22.04 perca o suporte de segurança padrão. É tempo suficiente para planejar uma migração com calma, e curto o bastante para você marcar uma data no calendário ainda neste trimestre e parar de tratar isso como tarefa para o futuro.

Ainda no 20.04 LTS? Esse prazo já acabou: o suporte padrão terminou em maio de 2025, e só o ESM via Ubuntu Pro cobre essa versão (até maio de 2030). Além disso, o do-release-upgrade é sequencial, então um servidor com 20.04 precisa passar pelo 22.04 antes de chegar ao 24.04; uma nova instalação em paralelo costuma ser o caminho mais rápido.

Dois caminhos viáveis:

  1. Upgrade no local com do-release-upgrade. Funciona na maioria dos servidores sem personalizações. É mais rápido e mais barato, mas mais arriscado em qualquer coisa muito personalizada. Sempre execute primeiro em um clone da produção.
  2. Nova VPS em paralelo com troca de DNS. Mais trabalho, menos risco. Crie um servidor novo com 24.04, instale o stack, copie os dados, troque o DNS e desative o antigo. A maioria das equipes de produção escolhe esse caminho porque, para reverter, basta apontar o DNS de volta.

Os upgrades no local costumam dar errado por alguns motivos principais: o salto do Python 3.10 para o 3.12 (algumas bibliotecas ainda não são totalmente compatíveis com o 3.12 um ano após o lançamento, especialmente qualquer coisa que use distutils ou padrões antigos de asyncio) e a mudança no formato das fontes do apt, que quebra silenciosamente qualquer arquivo de repositório personalizado que você esqueceu de migrar.

Teste as duas coisas antes de virar a chave.

Se você está no 22.04 e avaliando as opções, o 26.04 LTS já foi lançado, o que significa que ainda dá para fazer um projeto de migração em vez de dois. Isso só funciona se o seu prazo final for o fim do suporte padrão em maio de 2027 e se o seu stack ainda não estiver brigando com o Python 3.10.

Onde clicar agora?

Abra o menu de imagens do provedor e escolha o Ubuntu 24.04 LTS. Essa é a resposta para quase todo mundo que está lendo isto.

Os casos em que o 22.04 ainda vale a pena são poucos e diminuem a cada trimestre. O suporte de segurança padrão vai até maio de 2029, o ESM até maio de 2034, e o maior prazo de suporte entre as distribuições Linux populares agora pertence ao Ubuntu 26.04 LTS: suporte padrão até maio de 2031 e ESM até maio de 2036.

O Stack 8 (8 GB) de hospedagem VPS da DreamHost é o plano para um servidor Ubuntu em produção; o Stack 4 (4 GB) atende uma aplicação leve ou um servidor de testes.

Da próxima vez que alguém da sua equipe perguntar qual Ubuntu instalar, você já terá as datas de maio de 2027 e maio de 2029 prontas para colar. A versão de 30 minutos dessa decisão é o verdadeiro problema. A versão de 30 segundos é a resposta.

Escolha o 24.04 LTS. Monte o stack. Feche a aba.

Perguntas frequentes sobre o Ubuntu em um VPS

Você deve usar o Ubuntu 22.04 ou o 24.04 em um VPS?

Para qualquer VPS nova em 2026, use o Ubuntu 24.04 LTS. Ele oferece dois anos a mais de suporte de segurança padrão (maio de 2029 vs. maio de 2027), kernel 6.8 com melhor gerenciamento de memória em servidores pequenos e versões padrão atuais de Python (3.12), PHP (8.3) e PostgreSQL (16).

Fique no 22.04 apenas por motivos específicos: uma dependência que ainda não foi portada, um período ativo de congelamento de mudanças ou um plano deliberado de migrar direto para o 26.04 LTS com uma nova instalação (o 26.04 foi lançado em abril de 2026).

Quando o Ubuntu 22.04 LTS chega ao fim da vida útil?

O suporte de segurança padrão do Ubuntu 22.04 LTS termina em maio de 2027, e o Extended Security Maintenance (ESM) vai até maio de 2032. O ESM é gratuito para uso pessoal em até cinco máquinas via Ubuntu Pro; o uso comercial exige uma assinatura paga.

Por quanto tempo o Ubuntu 24.04 LTS terá suporte?

O Ubuntu 24.04 LTS recebe suporte de segurança padrão até maio de 2029 (cinco anos a partir do lançamento), e o ESM estende a cobertura até maio de 2034. Um complemento opcional, o Legacy, amplia esse prazo até maio de 2039 para organizações que precisam de uma janela de 15 anos.

O Ubuntu Pro é gratuito para uso pessoal em VPS?

Sim, o Ubuntu Pro é gratuito para uso pessoal em até cinco máquinas. O plano gratuito inclui o Extended Security Maintenance (ESM), o livepatch do kernel e acesso ao conjunto de pacotes reforçados e validados pelo FIPS. Mais de cinco máquinas ou qualquer uso comercial exige uma assinatura paga do Ubuntu Pro da Canonical, cobrada por máquina. Então, para uma frota comercial, confira os preços atuais da Canonical e compare um ano de assinaturas com simplesmente agendar o upgrade para o 24.04 antes de maio de 2027. Para a maioria das equipes, o upgrade sai mais barato.

Dá para atualizar do 22.04 para o 24.04 sem reinstalar?

Sim, o comando do-release-upgrade do Ubuntu faz um upgrade no local do 22.04 para o 24.04 sem reinstalar o sistema operacional. O processo costuma ser tranquilo em servidores sem personalizações e mais arriscado nos muito personalizados. As duas principais armadilhas são o salto do Python 3.10 para o 3.12 (algumas bibliotecas demoram para dar suporte ao 3.12) e a migração do formato do arquivo de fontes do apt, de sources.list para o novo formato deb822. Sempre teste em um clone antes de executar na produção.

Por que a maioria dos tutoriais de VPS usa o Ubuntu?

A maioria dos tutoriais de VPS usa o Ubuntu porque ele é a distribuição Linux mais usada do mundo (segundo o relatório State of Open Source 2025 da OpenLogic) e a imagem de nuvem padrão em todos os grandes provedores de hospedagem (AWS, GCP, Azure, DigitalOcean, Hetzner, Linode, Vultr). Quem escreve tutoriais escreve para o que o público usa, o que cria um ciclo que se retroalimenta: o Ubuntu tem mais tutoriais, então as pessoas escolhem o Ubuntu porque ele tem mais tutoriais.

Em um servidor, você deve usar o Ubuntu LTS ou a versão intermediária mais recente?

Use a versão LTS em servidores. Versões intermediárias como 24.10, 25.04 e 25.10 têm suporte de apenas nove meses e exigem um upgrade de versão cerca de duas vezes por ano. As versões LTS recebem cinco anos de suporte de segurança padrão e mais cinco anos de ESM (10 anos no total, 15 com o complemento Legacy), o que combina com o ritmo de manutenção que a maioria dos servidores de produção realmente quer. Deixe as versões intermediárias para desktops, onde a correria dos upgrades faz parte da diversão.

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