Imagine a cena: você está procurando tênis novos, encontra uma boa oferta e decide dar uma olhada no site.
Você espera 10 segundos… 20 segundos… e o site simplesmente não carrega. Cansado de esperar, você parte para outro site. O que provavelmente aconteceu: a loja de tênis deve ter investido muito tempo e dinheiro em imagens chamativas e designs elegantes, mas nada disso adianta se o site demora uma eternidade para carregar.
Resumindo: escolha o NGINX para sites com muito tráfego, muito conteúdo estático ou servidores com pouca memória; a arquitetura orientada a eventos dele lida com milhares de conexões usando o mínimo de memória. Escolha o Apache quando você precisar de arquivos .htaccess, da enorme biblioteca de módulos dele ou de interpretadores embutidos como o mod_php. Você também pode rodar o NGINX na frente do Apache como proxy reverso e ter o melhor dos dois mundos.
A internet está cheia de sites lentos.
Uma pesquisa de benchmark do Google de 2017 descobriu que a landing page média em dispositivos móveis levava 22 segundos para carregar completamente — e, embora as páginas tenham ficado mais rápidas desde então, um site lento ainda é péssimo para os negócios.
Um estudo da Portent descobriu que um site que carrega em menos de um segundo tem uma taxa de conversão três vezes maior do que um site que leva cinco segundos para carregar.
E o que isso tem a ver com a nossa comparação entre NGINX e Apache?
Um dos principais fatores que afetam a velocidade do site é o seu servidor web — o software que entrega suas páginas aos visitantes.
Apache e NGINX são dois dos servidores web mais conhecidos por aí.
Em julho de 2026, segundo a W3Techs, o NGINX alimenta 31,5% de todos os sites cujo servidor web é conhecido, enquanto o Apache atende 23,1%.
Isso faz do NGINX o vencedor absoluto? Ainda não.
Os dois servidores web funcionam de maneiras diferentes para casos de uso variados. Neste guia, vamos analisar as diferenças entre o Apache e o NGINX e explicar o que observar na hora de escolher um servidor.
Vamos começar.
O que são servidores web?
Servidores web são aplicações de software que rodam em um servidor físico e processam as solicitações recebidas dos usuários.
Quando você digita uma URL como google.com,
seu navegador envia uma solicitação ao servidor web, que armazena os arquivos necessários para executar o site.

Em seguida, o servidor envia de volta o conteúdo apropriado, seja HTML, CSS, JavaScript, imagens ou outro tipo.
Os servidores web cuidam de várias tarefas importantes nos bastidores:
- Gerenciar conexões e solicitações HTTP
- Encaminhar solicitações para a aplicação de backend correta, quando necessário (como PHP, Python ou Ruby on Rails)
- Ler e gravar arquivos no disco para servir ativos estáticos
- Aplicar políticas de segurança
- Comprimir conteúdo para uma transmissão mais rápida
- Registrar solicitações em logs para análise
Agora que já explicamos como os servidores web funcionam, vamos ver como o NGINX e o Apache lidam com essas tarefas.
O que é o Apache?
O Apache HTTP Server, geralmente chamado apenas de Apache, é um popular software de servidor web de código aberto desenvolvido pelo Apache Group e lançado pela primeira vez em 1995. Ele é baseado no servidor NCSA HTTPd, de Rob McCool.
A Apache Software Foundation, uma organização sem fins lucrativos criada em 1999 por membros do Apache Group original, mantém e apoia o projeto hoje.
Durante muitos anos, o Apache foi o servidor web mais usado do mundo, alimentando inúmeros sites. Na verdade, ele teve um papel importante no crescimento da World Wide Web em seus primeiros anos.
Alguns dos principais recursos e benefícios do Apache são:
- Arquitetura modular: a funcionalidade dele pode ser ampliada com módulos para diferentes recursos e linguagens.
- Funciona em vários sistemas operacionais: o Apache foi criado para ser multiplataforma, para que você hospede seu servidor web em qualquer sistema operacional, incluindo Linux, Windows e macOS.
- Documentação extensa e uma grande comunidade: ajuda usuários e desenvolvedores a corrigir problemas e criar soluções melhores trabalhando juntos.
- Configuração flexível: os arquivos .htaccess facilitam alterações de configuração específicas por diretório.
- Recursos de segurança: o Apache tem uma segurança bastante boa graças à natureza de código aberto e às atualizações regulares que corrigem vulnerabilidades e bugs.
Dito isso, o Apache tem algumas limitações:
- Maior uso de memória: ele usa mais memória que o NGINX, principalmente ao lidar com várias conexões simultâneas.
- Mais lento sob cargas pesadas: pode ser mais lento que o NGINX ao servir arquivos estáticos, especialmente sob cargas pesadas.
- Difícil de desenvolver e manter: ao longo dos anos, a crescente complexidade da base de código tornou mais difícil desenvolvê-lo e mantê-lo.
O que é o NGINX?
O NGINX (pronuncia-se Engine X
) é um software de servidor web gratuito, de código aberto e de alto desempenho, lançado pela primeira vez em 2004. Ele foi criado por Igor Sysoev, um engenheiro de software russo, para resolver o problema de lidar com muitos usuários acessando um site ao mesmo tempo, o que era um desafio para outros servidores web, como o Apache.
O trabalho de Sysoev no NGINX começou em 2002. O objetivo dele era enfrentar o problema C10k
— lidar com 10.000 conexões simultâneas.
A visão dele era de um servidor rápido, estável e escalável. Esse foco em desempenho faz do NGINX uma opção excepcional para servir conteúdo estático, como páginas HTML, imagens e arquivos CSS.
Além da velocidade, o NGINX se destaca como proxy reverso. Ele recebe as solicitações dos usuários e as encaminha de forma inteligente para outros servidores, como o Apache ou aplicações web, otimizando o uso de recursos.
Algumas das principais vantagens do NGINX são:
- Processamento simultâneo: o NGINX atende muitos usuários ao mesmo tempo sem exigir memória ou CPU em excesso.
- Fácil de instalar e configurar: o NGINX tem um formato de arquivo de configuração simples e intuitivo que ajuda você a configurar o servidor web facilmente de acordo com seu caso de uso.
- Vários recursos de desempenho: o NGINX tem muitos recursos integrados para balanceamento de carga, cache e proteção de sites com criptografia SSL/TLS.
- Suporte a IMAP e POP3: o NGINX funciona até como servidor proxy de e-mail, com suporte a protocolos como IMAP e POP3.
Porém, usar o NGINX tem algumas desvantagens:
- As configurações padrão não são ideais: os algoritmos de balanceamento de carga padrão nem sempre têm o melhor desempenho em todas as situações.
- Sem compiladores de linguagem integrados: ele não tem suporte nativo para gerar sites dinâmicos com linguagens do lado do servidor, como PHP ou Python. Mesmo assim, você pode contornar isso com uma extensão de terceiros.
NGINX vs. Apache: quais são as diferenças?
A diferença principal: o Apache lida com cada conexão usando um processo ou thread dedicado, gerenciado pelos Multi-Processing Modules, enquanto o NGINX usa um modelo assíncrono e orientado a eventos, em que cada processo worker administra milhares de conexões ao mesmo tempo. É por isso que o NGINX lida com alta concorrência usando menos memória, e é por isso que o Apache oferece configuração por diretório via .htaccess e interpretadores de linguagem embutidos.
O Apache já foi a escolha número um como servidor web. No entanto, o NGINX rapidamente conquistou participação de mercado e hoje é popular entre muitos sites de alto tráfego.
Se você pretende trabalhar com hospedagem dedicada, escolher o servidor web certo é uma decisão importante.
Então, o que diferencia esses dois?
Vamos olhar mais de perto.
| Detalhes | Apache HTTP Server | NGINX |
|---|---|---|
| Lançamento | 1995 | 2004 |
| Termos de licença | Apache License 2.0 | Licença BSD de 2 cláusulas |
| Compatibilidade com sistemas operacionais | Windows, Linux, macOS, sistemas baseados em Unix | Windows, Linux, macOS, sistemas baseados em Unix |
| Suporte ao protocolo WebSocket | Sim | Sim (introduzido na versão 1.3.13) |
| Suporte a proxy reverso | Sim | Sim |
| Configuração de hosts virtuais | Suportado | Suportado |
| Cache | Disponível por meio de módulos | Integrado ao núcleo |
| Consumo de recursos (memória) | Alto | Baixo |
| Formato de instalação e configuração | Baseado em texto | Baseado em texto (sintaxe mais simples) |
| Recursos de segurança | O suporte ao mod_security oferece configuração flexível de regras e controle de acesso | Filtragem avançada, limitação de taxa, suporte integrado para mitigação de DDoS e desempenho SSL/TLS |
| Comunicação criptografada (SSL/TLS) | Suportado | Suportado |
| Gerenciamento de conexões simultâneas | Bom | Altamente eficiente |
| Desempenho em escala | Bom | Excelente |
| Distribuição de carga | Possível com módulos | Recurso integrado |
| Desempenho e velocidade gerais | Satisfatório | Mais rápido sob alta concorrência, especialmente para conteúdo estático |
Arquitetura e concorrência
Uma das diferenças mais significativas entre o NGINX e o Apache é como eles lidam com as solicitações recebidas nos bastidores.
Isso tem um impacto considerável no desempenho e na eficiência de recursos de cada um.
A arquitetura baseada em processos do Apache

O Apache segue um modelo baseado em processos, criando uma nova thread ou um novo processo para cada solicitação recebida.
Esses processos ou threads são gerenciados pelos Multi-Processing Modules (MPMs):
- Prefork MPM: o modelo original do Apache. Cada processo tem uma única thread e lida com uma conexão por vez. É simples, mas pode consumir muita memória.
- Worker MPM: usa várias threads por processo, cada uma lidando com uma única conexão. É melhor que o prefork em uso de memória, mas tráfego intenso e solicitações que exigem muitos recursos ainda podem sobrecarregar a CPU, causando problemas de desempenho.
- Event MPM: semelhante ao worker MPM, mas otimizado para conexões keep-alive (conexões que o navegador mantém abertas entre as solicitações). Mesmo assim, ainda não é totalmente assíncrono.
Todos são bons módulos, mas têm uma grande desvantagem: o Apache precisa criar novos processos ou threads para cada conexão recebida e destruí-los ao terminar. Ele tenta contornar isso criando antecipadamente (pre-fork) alguns processos ociosos.
No entanto, se várias pessoas quiserem se conectar ao site ao mesmo tempo, o Apache pode esgotar o pool existente e, então, precisa criar mais processos rapidamente. Isso leva tempo e consome memória.
Esse modelo funciona perfeitamente para sites com tráfego baixo a médio. Mesmo assim, o Apache pode começar a sofrer com muitas conexões simultâneas.
Todos esses processos separados não são lá muito eficientes. Mesmo com o event MPM, o Apache não consegue escapar totalmente do modelo de uma thread por conexão.
A arquitetura orientada a eventos do NGINX

O NGINX adota uma abordagem bem diferente. Em vez de processos ou threads separados para cada conexão, ele usa uma arquitetura assíncrona e orientada a eventos.
Veja como funciona:
- O NGINX tem um processo mestre que gerencia vários processos worker (normalmente um worker por núcleo de CPU). Cada worker consegue lidar com milhares de conexões simultâneas. Os workers não precisam criar novas threads nem encaminhar cada solicitação para um processo dedicado.
- Em vez disso, os workers têm um loop de eventos no qual monitoram com eficiência novos eventos nas conexões existentes usando mecanismos do sistema operacional, como kqueue ou epoll. Isso permite que eles gerenciem várias conexões dentro de uma única thread. Quando um evento acontece, como a chegada de uma nova solicitação ou a resposta de um servidor de backend, o NGINX o encaminha rapidamente para um espaço livre no worker.
- Isso é muito mais eficiente que o modelo do Apache. O NGINX consegue atender a um número enorme de solicitações com um consumo mínimo de memória. Ele escala incrivelmente bem, e é por isso que é usado em muitos dos sites mais movimentados da web.
A desvantagem é que o NGINX não consegue embutir interpretadores de código como o Apache faz.
Então, quando você quer executar PHP ou código Python, o NGINX envia as solicitações para um gerenciador de processos FastCGI separado, como o php-fpm. Esse processo executa o código e o traduz em algo que o navegador do usuário consegue entender.
Por outro lado, o Apache consegue executar linguagens como PHP, Perl e Python dentro dos próprios processos.
Como o NGINX não consegue, o arquivo de configuração pode ficar um pouco mais complexo.
Os ganhos de desempenho, porém, geralmente compensam o trabalho extra.
Desempenho
O NGINX é conhecido pelo alto desempenho ao servir arquivos estáticos, como páginas HTML, imagens, CSS e JavaScript.
A arquitetura orientada a eventos ajuda, mas o NGINX também tem outros truques na manga.
Primeiro, ao contrário do Apache, o NGINX não precisa passar pelo cache e acessar o disco a cada requisição. Ele pode servir arquivos diretamente do disco. Além disso, o NGINX elimina a sobrecarga de verificar permissões e bloquear arquivos.
O modelo do Apache, em que cada conexão recebe seu próprio processo ou thread, simplesmente gera mais sobrecarga por requisição do que o loop de eventos do NGINX.
Sites menores não vão notar esse gargalo, porque tudo é processado muito rápido nos bastidores. Já um site grande, com alguns milhares de requisições por segundo, vai começar a perceber esses problemas deixando a experiência do usuário mais lenta.
O NGINX também tem um cache de arquivos integrado. Esse cache armazena descritores de arquivos abertos e metadados dos arquivos, e não o conteúdo deles, reduzindo a sobrecarga de disco por requisição. O NGINX revalida as entradas em cache em um intervalo configurável, então as alterações no disco são detectadas pouco depois de acontecerem.
Essas otimizações se somam. O NGINX normalmente serve arquivos estáticos bem mais rápido do que uma configuração padrão do Apache, e a diferença aumenta conforme cresce o número de requisições simultâneas.
Um bônus: isso também pode ajudar você a melhorar seus Core Web Vitals, dando um empurrãozinho no seu posicionamento no Google.
O Apache também não é lento. Você só precisa dedicar um tempo ao ajuste fino para que ele funcione do jeito certo. Ele também consegue servir arquivos estáticos muito rapidamente.
Mas, se você quer um servidor web de alto desempenho logo de cara, o NGINX é o caminho.
Configuração e sintaxe
O NGINX e o Apache têm filosofias de configuração diferentes.
O Apache é famoso por suas amplas opções de configuração. Além do apache2.conf, você precisa adicionar suas regras e configurações ao arquivo .htaccess.
Os arquivos de configuração usam uma sintaxe parecida com XML e oferecem uma flexibilidade incrível. O Apache tem uma lista enorme de diretivas que você pode usar para ajustar todos os aspectos do comportamento do servidor.
Você pode definir opções de configuração globalmente ou substituí-las para diretórios ou hosts virtuais específicos.

O verdadeiro poder do Apache vem de seu vasto ecossistema de módulos. Uma enorme variedade de módulos oficiais e de terceiros permite fazer de tudo, desde reescrita de URLs até filtragem de segurança e cache avançado. Para usar um módulo, basta carregá-lo na configuração do Apache.
A desvantagem é que a configuração do Apache pode ficar complexa rapidamente, principalmente em configurações mais sofisticadas. As diretivas podem se sobrepor umas às outras em cadeias de herança complicadas. As opções de configuração costumam ficar espalhadas por vários arquivos em diversos subdiretórios da pasta principal config. É superflexível, mas leva um tempo para dominar.
Já a configuração do NGINX busca simplicidade e legibilidade. Aqui não existe arquivo .htaccess. Você simplesmente configura os sites no seu nginx.conf, junto com a pasta sites-enabled, e pronto.
A sintaxe se inspira no estilo de linguagens de programação comuns. Continua poderosa, mas não é tão extensa quanto a do Apache.

Em vez de módulos, o NGINX tem um conjunto menor de diretivas e recursos essenciais já integrados. Todas as opções de um determinado recurso geralmente ficam juntas em um único bloco (entre chaves { }).
Alguns recursos avançados, como balanceamento de carga e cache, são configurados no nginx.conf principal, em vez de ficarem separados em arquivos à parte.
O resultado é que os arquivos de configuração do NGINX tendem a ser mais enxutos e fáceis de ler e configurar do que os volumosos arquivos do Apache, mas você ainda consegue fazer muita coisa com eles. E, se estiver migrando de um para o outro, assistentes de IA podem rascunhar blocos de servidor do nginx.conf ou converter regras de reescrita do .htaccess para a sintaxe do NGINX como ponto de partida. Só não se esqueça de testar o resultado antes de colocá-lo em produção.
Segurança
O NGINX e o Apache são projetos de código aberto com comunidades grandes e ativas de desenvolvedores trabalhando constantemente para identificar e corrigir vulnerabilidades. Ambos recebem atualizações de segurança regulares e têm um bom histórico de resolver problemas rapidamente.
Dito isso, há algumas diferenças na forma como cada um aborda a segurança.
Veja alguns pontos importantes a considerar:
- Modularidade: a arquitetura modular do Apache permite ativar apenas os recursos que você usa, reduzindo a superfície de ataque. No NGINX, muitos recursos padrão vêm integrados ao núcleo, o que, para alguns, o torna menos flexível do ponto de vista da segurança.
- Filtragem de requisições: o NGINX tem um poderoso mecanismo integrado de filtragem de requisições que pode ajudar a bloquear ataques web comuns, como injeção de SQL e cross-site scripting (XSS). O Apache oferece recursos semelhantes por meio de módulos como o mod_security.
- Configuração de SSL/TLS: ambos os servidores oferecem suporte a SSL/TLS para conexões criptografadas, mas muitos consideram o NGINX mais fácil de configurar. Ele tem documentação mais clara e padrões mais seguros logo de cara.
- Isolamento de processos: o uso de um único processo mestre com vários processos worker no NGINX pode ajudar a isolar áreas problemáticas. Os MPMs prefork e worker do Apache podem oferecer um isolamento semelhante no nível de processo, mas consumindo mais recursos.
- Mitigação de DDoS: a arquitetura orientada a eventos do NGINX e sua eficiência ao lidar com conexões simultâneas fazem dele uma escolha popular para mitigar ataques DDoS de pequeno e médio porte. Com alguns módulos adicionais e ajustes, o Apache também pode ficar resistente a ataques DDoS.
Conteúdo dinâmico, módulos e ecossistema
O Apache é há muito tempo a escolha preferida para servir conteúdo dinâmico, porque integra linguagens do lado do servidor com facilidade. Com os MPMs prefork e worker, você pode compilar o suporte a linguagens como PHP, Python e Perl diretamente no binário do Apache.
O Apache então executa um interpretador dentro de cada um de seus processos worker. Isso é prático e simples: o Apache pode repassar requisições de arquivos .php ao seu interpretador PHP integrado e receber de volta o resultado renderizado.
O NGINX não tem suporte integrado a nenhuma linguagem do lado do servidor. Para executar PHP, Python ou Ruby on Rails com o NGINX, você precisa de um serviço separado, como o php-fpm, que roda o interpretador da linguagem. O NGINX recebe as solicitações e as encaminha via proxy para o backend, que processa o código e devolve uma resposta.
Isso dá um pouco mais de trabalho para configurar do que a abordagem tudo-em-um do Apache. Por outro lado, combina com a filosofia do NGINX de fazer uma coisa só (servir requisições) e fazer isso bem.
Quanto a outros recursos, o NGINX vem com um núcleo enxuto de funcionalidades úteis, como balanceamento de carga, proxy, cache, limitação de taxa, compressão e terminação SSL. Mas ele não chega perto da incrível variedade do ecossistema de módulos do Apache. Com o Apache, você tem módulos para esquemas de autenticação, filtragem de conteúdo, linguagens de script embutidas e muito mais.
Nem todos eles são exclusivos. O NGINX consegue fazer muitas das mesmas tarefas, só que de outras formas. Ainda assim, a biblioteca de módulos do Apache é bastante extensa.
Se você precisa de alguma funcionalidade superespecífica, o Apache pode levar vantagem aqui.
Mesmo assim, o conjunto de recursos do NGINX é mais do que suficiente para a maioria das necessidades comuns de um servidor web.
Uso no mundo real, desempenho e comunidade
A popularidade do NGINX cresceu ao longo da última década.

Em julho de 2026, o NGINX alimenta 31,5% de todos os sites cujo servidor é conhecido, contra 23,1% do Apache, segundo a W3Techs.
Uma coisa para ter em mente: você não vai notar a diferença entre esses servidores web, a menos que tenha um site grande ou um servidor bem pequeno.
Talvez você goste das amplas opções de configuração do Apache e de sua abordagem tudo-em-um para conteúdo dinâmico. A documentação do Apache está entre as melhores, e a comunidade é enorme caso você precise de ajuda.
O NGINX pode ser melhor se você busca o máximo de concorrência ou está construindo um site enorme. Sua arquitetura está um pouco mais preparada para o futuro e foi feita para escalar. E a comunidade do NGINX cresceu rápido. A documentação também é sólida, e você encontra muitos guias e suporte.
NGINX vs. Apache: qual é melhor para WordPress?
O WordPress funciona bem nos dois. Os requisitos de hospedagem oficiais do WordPress.org recomendam tanto o Apache quanto o NGINX, então compatibilidade não é o problema: a questão se resume a desempenho e configuração.
No Apache, o WordPress grava automaticamente suas regras de reescrita de permalinks amigáveis no .htaccess. É o caminho mais fácil se você gerencia o próprio servidor.
O NGINX simplesmente não lê o .htaccess. De acordo com o guia de NGINX do WordPress.org, as regras de reescrita ficam na configuração do servidor, e o PHP é executado por um serviço php-fpm separado. Isso exige um pouco mais de configuração, mas NGINX com php-fpm é a stack de alto desempenho mais comum para WordPress.
Também é o que muitos provedores de hospedagem WordPress gerenciada oferecem: a DreamPress, hospedagem WordPress gerenciada da DreamHost, roda todos os planos em NGINX com cache de servidor integrado, para você ter o desempenho sem precisar mexer em nenhum arquivo de configuração.
Resumindo: se o seu site depende de regras do .htaccess ou você quer a configuração autogerenciada mais simples, use o Apache. Se o seu foco é velocidade com muito tráfego, ou se você usa hospedagem WordPress gerenciada, provavelmente vai se dar melhor com o NGINX (ou já está usando).
NGINX vs. Apache: qual é o ideal para você?
Escolha o NGINX para implantações com muito tráfego, muito conteúdo estático ou pouca memória disponível. Escolha o Apache quando precisar do .htaccess, do mod_php ou de sua biblioteca de módulos. E, quando precisar dos pontos fortes de cada um, use os dois juntos, com o NGINX como proxy reverso na frente do Apache. Veja como essas regras se aplicam:
O NGINX é melhor se:
- Você tem um site com tráfego muito alto.
- Você precisa servir uma enorme quantidade de arquivos estáticos rapidamente.
- Você está construindo uma arquitetura de microsserviços.
- Você prefere um estilo de configuração mais enxuto.
- Você usa contêineres ou hospedagem VPS, em que cada pedacinho de memória faz diferença.
O Apache é melhor se:
- Você precisa de compatibilidade total com recursos exclusivos do Apache, como o .htaccess.
- Você quer módulos para funcionalidades superespecíficas.
- Você precisa executar aplicações web mais antigas criadas para o Apache e o mod_php.
- Você simplesmente gosta do sistema de configuração do Apache.
- Seu servidor é principalmente uma máquina de desenvolvimento, e o desempenho é menos importante.
Nenhuma regra diz que você precisa escolher só um.
Usar o NGINX na frente do Apache como proxy reverso é muito comum. Assim, você combina a entrega imbatível de arquivos estáticos e o processamento simultâneo do NGINX com o amplo suporte do Apache a linguagens dinâmicas no backend — o melhor dos dois mundos.
Perguntas frequentes sobre NGINX vs. Apache
Qual é a principal diferença entre o NGINX e o Apache?
A arquitetura. O Apache dedica um processo ou uma thread a cada conexão, enquanto o NGINX usa um modelo orientado a eventos em que cada worker lida com milhares de conexões. Isso torna o NGINX mais eficiente no uso de memória sob tráfego intenso, enquanto o Apache oferece arquivos .htaccess e uma biblioteca de módulos maior.
O NGINX é mais rápido que o Apache?
Geralmente, sim. O design orientado a eventos do NGINX serve arquivos estáticos e tráfego de alta concorrência com menos memória e mais velocidade. Uma configuração do Apache bem ajustada também pode ser rápida, e em sites com pouco tráfego você dificilmente vai notar diferença.
É possível usar o NGINX e o Apache juntos?
Sim. Uma configuração comum coloca o NGINX na frente do Apache como proxy reverso: o NGINX serve os arquivos estáticos e lida com as conexões simultâneas e, em seguida, repassa as solicitações dinâmicas ao Apache, que mantém o suporte a .htaccess e mod_php no backend.
Qual é melhor para WordPress: NGINX ou Apache?
Os dois rodam bem o WordPress; o WordPress.org recomenda qualquer um deles. O NGINX com php-fpm é a combinação de alto desempenho mais comum e é usado por serviços de hospedagem WordPress gerenciada, como o DreamPress. Escolha o Apache se a sua configuração depende de regras no .htaccess.
Conclusão
O Apache e o NGINX são ótimos, então a escolha depende principalmente do que atende melhor às suas necessidades.
Lembre-se: até o servidor web mais parrudo é apenas uma engrenagem da máquina. Então, se o site parece lento, o software ou o hardware do servidor web não é necessariamente a primeira coisa a otimizar.
Um cache mais inteligente, ajustes no banco de dados, otimização de código e um hardware sólido podem acelerar sua stack muito mais do que passar horas mexendo no NGINX ou no Apache.
Se você precisa de um servidor para experimentar, teste o VPS da DreamHost. Com um VPS, você escolhe quais softwares instalar, como o servidor deve responder às solicitações e muito mais. Além disso, com a flexibilidade de um VPS, você pode hospedar vários sites em um único servidor e dividir os recursos entre eles como preferir.
Além disso, todos os planos DreamPress agora vêm com NGINX.
A única forma de encontrar a configuração ideal é experimentando. Crie um VPS, instale o NGINX e o Apache e veja qual funciona melhor para você!