Você publica um projeto na plataforma de nuvem gerenciada do Heroku.
Depois, um segundo.
Depois, um terceiro.
Tudo normal para um mês de trabalho.
Mas aí a conta vai subindo de US$ 7 para US$ 35 e depois para US$ 75 por mês, além de outras taxas variáveis com base em add-ons e minutos de build.
Esses appzinhos não parecem grande coisa na hora, mas o custo pode crescer rápido.
Se você está procurando uma alternativa, é hora de considerar o Dokploy.
O Dokploy, junto com uma VPS de preço fixo, reproduz o mesmo fluxo de deploy, mas sem os custos que parecem nunca parar de crescer.
O porém?
Agora o servidor é responsabilidade sua.
O que, na verdade, não é nem de longe tão preocupante quanto parece, desde que você entenda onde está se metendo.
Ficou curioso?
Então venha com a gente: vamos mostrar como é, na prática, rodar o Dokploy em um plano de hospedagem VPS, como ele se compara às plataformas gerenciadas, qual opção é a certa para você e como fazer a configuração.
O que é o Dokploy e o que ele substitui?
O Dokploy é uma plataforma como serviço (PaaS) de código aberto que roda em uma VPS Linux com Docker. Ele oferece uma experiência de deploy no estilo Heroku, mas em uma infraestrutura que você controla.
Faça push para um branch do Git e o Dokploy compila o app, roteia o tráfego por um proxy reverso Traefik incluído e serve o resultado via HTTPS. O plano de controle é um painel web. As cargas de trabalho são contêineres.

O Dokploy faz deploy a partir de repositórios GitHub, GitLab, Bitbucket ou Gitea e compila o que você envia pelo caminho que você escolher: Nixpacks (o padrão), Railpack (seu sucessor mais recente), um buildpack Heroku ou Paketo, seu próprio Dockerfile ou um build estático para HTML puro.
O projeto acumulou mais de 36.000 estrelas no GitHub e uma lista de 517+ templates de um clique para Plausible, Pocketbase, Cal.com e os demais grandes sucessos da auto-hospedagem (números de agosto de 2026).
Em comparação com PaaS gerenciados como Heroku e Vercel, que cobram por dyno ou por assento, mais o uso, o Dokploy troca um pouco de conveniência por controle e uma única conta fixa de servidor. O Coolify é um concorrente direto do Dokploy, com uma proposta auto-hospedada parecida. Já o CapRover é uma opção mais leve, cujo suporte ao Docker Compose é um subconjunto que a própria documentação dele chama de experimental.
O que você pode implantar com o Dokploy?
Com o Dokploy, você pode fazer deploy de muitos apps web e serviços em contêineres usando Nixpacks, Railpack, buildpacks, Dockerfiles ou Docker Compose. Os padrões que a maioria das equipes usa de fato são:
- Apps web conectados ao Git: faça push para um branch e o Dokploy compila o app com Nixpacks, sem precisar de Dockerfile. Funciona com Node.js, PHP, Python, Go, Ruby e mais.
- Bancos de dados gerenciados: MySQL, PostgreSQL, MongoDB, MariaDB, libSQL e Redis, com backups automatizados para um destino de armazenamento externo (o Dokploy chama esses destinos de destinos S3).
- 517+ templates de um clique: Plausible, Pocketbase, Cal.com e os demais grandes sucessos da auto-hospedagem.
- Tarefas agendadas e workers em segundo plano: as tarefas agendadas do Dokploy executam rotinas com expressões cron junto aos seus serviços web.
- Apps multicontêiner via Docker Compose: cole o YAML e o Dokploy roda a stack inteira.
Quanto custa rodar o Dokploy em uma VPS?
O Dokploy em si é gratuito. Sem assentos, sem minutos de build.
Você paga pela VPS que roda por baixo. Então compare o preço e a capacidade atuais dela com os serviços de plataforma gerenciada que sua carga de trabalho exigiria.
Todo o código-fonte atual da plataforma está licenciado sob Apache 2.0 desde 21 de janeiro de 2026. Recursos pagos futuros serão lançados sob uma licença separada, a Dokploy Source Available License, e o projeto se comprometeu a nunca transferir funcionalidades de código aberto existentes para a licença paga.
O requisito oficial é de pelo menos 2 GB de RAM e 30 GB de disco, um piso que o Dokploy define especificamente para dar conta dos recursos que o Docker consome durante os builds. Seus apps de verdade usam RAM além disso, e é por isso que nós começaríamos com 4 GB.
Você precisa de um plano de VPS com pelo menos 4 GB de RAM, armazenamento NVMe, acesso root completo e largura de banda ilimitada.
Dokploy vs. preços do Heroku, Vercel e Render
Essas três plataformas cobram de formas um pouco diferentes, mas as taxas se acumulam do mesmo jeito quando você tem alguns apps (todos os preços abaixo foram verificados em 22 de agosto de 2026):
- Heroku Eco: taxa fixa de US$ 5/mês por um pool de 1.000 horas de dyno compartilhadas entre os apps. Os dynos Eco hibernam após 30 minutos de inatividade, então servem para projetos pessoais intermitentes, não para serviços sempre ativos.
- Heroku Basic: US$ 7 por dyno por mês para um dyno de 512 MB. Cinco apps pequenos custam US$ 35 antes dos bancos de dados. O Essential Postgres começa em US$ 5/mês para 1 GB (Essential-0); o plano Essential-1, de 10 GB, custa US$ 9.
- Heroku Standard: US$ 25–50 por dyno por mês. É o plano de entrada para escalonamento horizontal.
- Vercel Pro: US$ 20 por mês, com assentos de desenvolvedor a US$ 20 cada. Transferência de dados e invocações de funções são cobradas à parte quando você ultrapassa as franquias incluídas, e os minutos de build são cobrados por minuto no Pro.
- Render Pro: taxa fixa de workspace de US$ 25/mês com membros de equipe ilimitados (a Render anunciou o fim da cobrança por assento em 23 de abril de 2026 e liberou os novos planos para todos os workspaces até 1º de agosto de 2026), mais computação por serviço cobrada separadamente.
Os itens da fatura variam (a Vercel mede a transferência de dados e os minutos de build, a Render cobra a largura de banda que passa dos 25 GB incluídos no Pro e o Heroku vende bancos de dados como add-ons), mas o formato é o mesmo: medidores de uso empilhados sobre uma taxa base. Uma VPS pode eliminar as cobranças por assento, build e serviço específicas de cada PaaS, mas confira os limites e as regras de excedente do provedor; os planos de VPS da DreamHost incluem largura de banda ilimitada.
| Configuração | Custo mensal | Observações |
|---|---|---|
| 5 × dynos Heroku Basic + Essential Postgres | $35 + $9 = $44 | US$ 7 por app. Essential-1 Postgres a US$ 9 (Essential-0 a partir de US$ 5). Add-ons à parte. |
| 1 × assento Vercel Pro (5 apps) | US$ 20 + uso | US$ 20 por mês por assento de desenvolvedor. Transferência de dados e invocações de funções são cobradas além das franquias incluídas; minutos de build são cobrados por minuto. |
| 5 × serviços web Render + workspace Pro | US$ 25 + computação | Workspace Pro com taxa fixa de US$ 25/mês (membros ilimitados nos planos lançados em 1º de agosto de 2026), mais computação por serviço. |
| 1 × VPS (4 GB recomendados) + Dokploy | preço fixo | Uma única conta previsível, com quantos apps o servidor aguentar. |
De qual VPS você precisa para rodar o Dokploy?
O mínimo oficial é 2 GB de RAM e 30 GB de disco. Na nossa opinião, uma recomendação mais realista é 4 GB de RAM e mais de 40 GB de disco, porque o mínimo oficial existe para aguentar os builds do Docker, e seus apps de verdade vão usar RAM além disso.
As distribuições testadas pelo Dokploy são Ubuntu (24.04, 23.10, 22.04, 20.04, 18.04), Debian (12, 11, 10), Fedora 40 e CentOS (9, 8). Você também vai precisar das portas 80, 443 e 3000 livres, porque o instalador falha se qualquer outro serviço estiver usando essas portas.
Qualquer VPS que rode uma dessas distribuições com acesso root serve. A Hospedagem VPS da DreamHost atende a todos os requisitos: acesso root completo, suporte ao Docker, armazenamento NVMe SSD e largura de banda ilimitada em todos os planos. O plano Stack 4 (2 vCPUs, 4 GB de RAM, 75 GB de NVMe SSD) supera com folga os requisitos do Dokploy, e você pode escolher uma VPS com o Dokploy pré-instalado na biblioteca de apps de um clique, se preferir nem tocar no shell. O Stack 8 é o plano que nossas páginas indicam para apps em produção, para três ou mais apps rodando 24/7.
Como instalar o Dokploy em uma VPS?
A instalação é um único comando de shell que configura, de uma só vez, o Docker (e o instala automaticamente se ele não estiver presente), o app web do Dokploy, o banco de dados PostgreSQL dele e o proxy reverso Traefik. Normalmente, o processo termina em poucos minutos, a maior parte deles gasta baixando imagens.
Pré-requisitos: uma VPS Linux limpa, com acesso SSH como root e as portas 80, 443 e 3000 disponíveis. Você pode apontar um domínio para o servidor quando estiver pronto para configurar o HTTPS.
Estes são os passos da instalação:
- Acesse o servidor via SSH como root.
- Execute o script de instalação.
- Aguarde alguns minutos enquanto o script provisiona o Docker, baixa as imagens do Dokploy e inicia o Traefik.
- Acesse
http://your-server-ip:3000em um navegador. - Crie a conta de administrador na tela de configuração.

- Aponte um domínio para o servidor e configure-o no Dokploy. O Dokploy então provisiona um certificado SSL Let’s Encrypt para o painel.
- Desative o acesso público à porta 3000 assim que o HTTPS estiver ativo.
Este é o comando de instalação, exatamente como aparece na documentação oficial:
curl -sSL https://dokploy.com/install.sh | shEsse comando baixa um script e o executa imediatamente com sh. Se você preferir inspecionar as etapas de instalação antes, use o método de instalação manual descrito na documentação.
Quando o script termina, uma pequena stack de componentes principais fica em execução:
- Traefik: o proxy reverso. Roteia o tráfego para o contêiner certo e cuida dos certificados SSL.
- Dokploy: a interface web e a API na porta 3000, construídas com Next.js. É o plano de controle.
- PostgreSQL: o armazenamento de dados do próprio Dokploy, para configuração e dados operacionais.
Para o SSL, configure um domínio na interface do Dokploy e escolha Let’s Encrypt. Os certificados padrão do Let’s Encrypt são válidos por 90 dias. Se você usar o desafio HTTP-01, a porta 80 precisa estar acessível, porque esse desafio só pode ser executado na porta 80.
Quando seu domínio estiver funcionando via HTTPS, a documentação recomenda desativar o acesso ao painel por IP e porta diretos. Um único comando resolve:
docker service update --publish-rm "published=3000,target=3000,mode=host" dokployPara o passo a passo completo, com configuração de firewall e reforço de segurança pós-instalação, a documentação de instalação do Dokploy explica tudo.
Como o Dokploy se compara ao Coolify e ao CapRover?
Dokploy, Coolify e CapRover resolvem o mesmo problema, um PaaS auto-hospedado no seu próprio servidor, com prós e contras diferentes em suporte ao Docker Compose, tamanho mínimo de servidor e forma de instalação.
| Recurso | Dokploy | Coolify | CapRover |
|---|---|---|---|
| Servidor mínimo (segundo a documentação de cada projeto) | 2 GB de RAM, 30 GB de disco | 2 núcleos, 2 GB de RAM, 30 GB de disco | Sem mínimo publicado; 512 MB might not be enoughpara builds, e a documentação observa que a maioria dos provedores começa em 1 GB |
| Docker Compose | Nativo, multisserviço | Nativo: o arquivo Compose é a fonte da verdade | Subconjunto experimental da especificação Compose |
| Instalação | Um script de shell | Um script de shell (o script automático exige Ubuntu LTS) | Um comando docker run + configuração via CLI |
| Ideal para | Apps baseados em Compose, equipes que vão do Git direto à produção | Amplo suporte a sistemas operacionais, opção em nuvem hospedada | Apps simples de um único contêiner |
Escolha o Dokploy quando a carga de trabalho incluir apps Compose multisserviço ou quando você quiser clustering baseado em Swarm mais adiante. Escolha o Coolify se quiser o suporte mais amplo a sistemas operacionais ou uma saída de emergência para a nuvem gerenciada. Escolha o CapRover quando a carga de trabalho for de apps simples de um único contêiner.
O Coolify é o mais abrangente dos três: ele suporta distribuições baseadas em Debian, RedHat e SUSE, além de Arch e Alpine (até o Raspberry Pi OS), e oferece o Coolify Cloud se você preferir não auto-hospedar o plano de controle. O exemplo de configuração de produção da própria documentação dele é um servidor de 8 GB e 4 núcleos rodando com folga mais de uma dúzia de apps e bancos de dados, o que dá uma boa ideia de onde ele se sente em casa.
O CapRover (originalmente CaptainDuckDuck, descanse em paz) é o minimalista. A interface é simples, ele tem uma boa biblioteca de apps de um clique e usa o Docker Swarm por baixo para clustering. O suporte ao Docker Compose é a limitação: trata-se de um subconjunto experimental da especificação. A documentação lista oito campos de serviço suportados e ignora o restante, incluindo build, redes personalizadas e secrets.
No fim das contas, o Dokploy fica entre os dois: suporte ao Compose mais completo que o do CapRover e um foco mais definido que o do Coolify.
Quando auto-hospedar com o Dokploy (e quando não)?
De modo geral, recomendamos auto-hospedar com o Dokploy quando a conta fecha, quando você pode assumir a manutenção contínua do servidor e quando prefere pagar por um servidor em vez de pagar por assentos.
A US$ 7 por dyno do Heroku Basic, três apps sempre ativos mais um Postgres Essential-1 de US$ 9 já custam US$ 30 por mês. Isso está praticamente no patamar de uma VPS com preço fixo, e cada app adicional aumenta a diferença.
O Dokploy é a escolha certa quando:
- Você tem três ou mais apps pequenos rodando 24/7. O custo de um PaaS gerenciado dispara rápido quando seus apps ficam sempre ativos.
- Você quer uma cobrança de infraestrutura previsível. O Dokploy não cobra por usuário, mas os limites da VPS e as regras de excedente variam de acordo com o provedor; os planos de VPS da DreamHost incluem largura de banda ilimitada.
- Você usa Docker Compose. Apps com vários serviços são implantados como uma única unidade, do mesmo jeito que rodam localmente.
- Você se importa com a portabilidade dos dados. Seus apps, seus bancos de dados, seu servidor: tudo pode ser levado para outro servidor compatível em que você tenha o ambiente Linux, os recursos, as portas e o acesso administrativo necessários.
- Você pode assumir a manutenção contínua do servidor. O tempo necessário varia, e você vai precisar cuidar das atualizações do sistema operacional e dos pacotes, dos patches de segurança e do uso de disco.
Não auto-hospede com o Dokploy quando:
- Você tem um único app pessoal com pouco tráfego. O plano Eco do Heroku, de US$ 5/mês, que hiberna após 30 minutos de inatividade, provavelmente resolve para você.
- A carga de trabalho tem picos e precisa de escalonamento automático até zero. O Dokploy roda contêineres, não funções Lambda.
- Ninguém na sua equipe sabe acessar um servidor via SSH e ler um arquivo de log. Você não precisa ser sysadmin, mas alguém precisa saber executar o journalctl.
- Você precisa de garantias contratuais de uptime que sua hospedagem e sua operação não conseguem cumprir. Verifique os SLAs da infraestrutura, a redundância, o monitoramento, os backups e a cobertura de suporte antes de auto-hospedar.
Como escalar o Dokploy para além de um servidor?
O Dokploy oferece suporte a implantações em vários servidores via Docker Swarm. Nesse modelo, seu servidor Dokploy atua como gerenciador e os servidores adicionais entram como workers. A própria documentação do Dokploy recomenda escalar verticalmente primeiro, já que uma VPS maior é mais rápida de configurar do que um cluster.
Em um cluster, o gerenciador roda o Dokploy e agenda os serviços. Os workers rodam os contêineres dos apps, e o Traefik encaminha o tráfego de entrada para o nó que tiver o contêiner certo para cada rota.

Veja como funciona a configuração, em três passos:
- Suba uma segunda VPS com o Docker instalado e a mesma arquitetura de CPU do seu servidor Dokploy.
- Conecte um registro Docker (Docker Hub e GitHub Container Registry funcionam). O cluster precisa de um para transferir as imagens dos apps entre os nós, e a seção Cluster é liberada assim que ele é configurado.
- Clique em Add Node na interface do Dokploy, siga as instruções de ingresso no novo servidor e, depois, defina as réplicas e o registro de cada app nas configurações de cluster dele.
Geralmente, o motivo para adicionar um segundo servidor é um destes dois: seus apps já ultrapassaram os recursos de uma única máquina (RAM sempre no limite, builds na fila, reinicializações lentas) ou você já sofreu com um ponto único de falha.
Os backups continuam importantes com vários servidores, porque disponibilidade do cluster não é o mesmo que durabilidade dos dados.
O Dokploy oferece backups automáticos dos bancos de dados que ele gerencia para um destino de armazenamento externo, que o Dokploy chama de destino S3. Configure esses backups fora do servidor antes de colocar cargas de trabalho reais no cluster. Um cluster com vários servidores e sem backup externo continua a um dia ruim de uma longa restauração.
Então, o Dokploy é a resposta para você?
Se as cobranças por dyno, por usuário ou por uso já não fazem sentido para a sua carga de trabalho, uma VPS com preço fixo e o Dokploy pode oferecer custos mais previsíveis.
A instalação é um único comando de shell. O fluxo de deploy é igualzinho ao que você já conhece, com bancos de dados gerenciados e SSL gratuito incluídos. O maior porém, na verdade, é dedicar um pouco de tempo à manutenção todo mês.
Sinceramente, na maioria dos casos, achamos que vale a pena.
Se a sua carga de trabalho é um app pequeno que fica ocioso na maior parte do dia, um PaaS gerenciado como o Heroku dá conta. Se você roda três ou mais apps 24/7, compare o total da plataforma gerenciada com uma VPS de tamanho adequado somado ao valor do seu tempo de manutenção. O Dokploy pode sair mais barato, mas o ponto de equilíbrio varia.
Seja como for, faça as contas e depois vá colocar algo no ar.
Perguntas frequentes sobre o Dokploy em uma VPS
O Dokploy é gratuito?
Sim, o Dokploy é gratuito e de código aberto: todo o código atual está licenciado sob a Apache License 2.0 desde 21 de janeiro de 2026. Recursos pagos futuros serão lançados sob uma licença separada, a Dokploy Source Available License. Mas a plataforma que você auto-hospeda hoje não tem cobrança por usuário, nem medidor de uso, nem letras miúdas. Além disso, o projeto se comprometeu a nunca mover recursos de código aberto existentes para a licença paga.
O Dokploy é uma VPS?
Não. O Dokploy é um software; a VPS é o servidor onde ele roda. O Dokploy é um PaaS auto-hospedado que você instala em uma VPS Linux com um único comando de shell. A VPS fornece o poder de processamento, e o Dokploy oferece, por cima dela, a experiência de deploy no estilo do Heroku. Você precisa dos dois: contrate a VPS e instale o Dokploy nela.
Quanta RAM o Dokploy precisa?
Tecnicamente, o Dokploy precisa de pelo menos 2 GB de RAM e 30 GB de disco, segundo a documentação oficial. Esse mínimo foi definido para dar conta dos recursos que o Docker consome durante os builds e evitar travamentos do sistema. Mas 4 GB é a recomendação realista para qualquer configuração voltada à produção, porque seus apps e os bancos de dados deles também usam RAM, além da própria plataforma. O mínimo oficial é um piso, não uma meta.
O Dokploy é compatível com Docker Compose?
Sim, o Dokploy tem suporte nativo ao Docker Compose. Cole o docker-compose.yml e o Dokploy trata a stack inteira como um único aplicativo: serviço web, worker, banco de dados e cache. Esse é um diferencial importante em relação ao CapRover, cujo recurso de Compose é um subconjunto experimental da especificação que ignora campos como build, redes personalizadas e secrets.
O Dokploy consegue implantar a partir do GitHub?
Sim, o Dokploy faz deploy a partir de repositórios do GitHub, GitLab, Bitbucket e Gitea, com webhooks que disparam um deploy a cada push. Os builds rodam com Nixpacks (o padrão) ou Railpack, com um buildpack do Heroku ou do Paketo, ou com o seu próprio Dockerfile, se o projeto tiver um.
É possível migrar do Heroku para o Dokploy?
O Dokploy oferece Heroku Buildpacks como opção de build, então repositórios compatíveis podem usar esse caminho. Isso não garante uma migração sem alterações: avalie separadamente a configuração do aplicativo, os bancos de dados e outros add-ons do Heroku.